Macron desafia o Irã e anuncia missão "defensiva" para reabrir o Estreito de Ormuz

Por Marcus Paiva 
Jornalista 

🚩 O presidente da França Emmanuel Macron esteve a bordo do porta-aviões Charles de Gaulle e em discurso às tropas da marinha, o presidente afirmou que a França trabalharia para preservar a liberdade de navegação e, potencialmente, restabelecer a circulação no Estreito de Ormuz. Macron, afirmou que enviará oito fragatas, dois porta-helicópteros e o porta-aviões Charles de Gaulle para o Mediterrâneo Oriental e o Mar Vermelho como medida defensiva. 
⚠️ Marcron alertou na segunda-feira que a França e seus aliados estavam preparando uma missão "defensiva" para reabrir o Estreito de Ormuz. Em visita ao Chipre para discutir segurança regional, Macron afirmou que a missão teria como objetivo escoltar navios porta-contentores e petroleiros para reabrir gradualmente o Estreito de Ormuz "após o fim da fase mais tensa do conflito". "Isto é essencial para o comércio internacional, mas também para o fluxo de gás e petróleo, que devem poder sair desta região novamente", disse Macron em Pafos, na costa sudoeste de Chipre.
1️⃣ Falando ao lado do presidente cipriota Nikos Christodoulides e do primeiro-ministro grego Kyriakos Mitsotakis, Macron disse que uma "missão puramente defensiva, puramente de apoio" será organizada por Estados europeus e não europeus. A União Europeia (UE) afirmou na segunda-feira estar pronta para "reforçar" as suas operações de proteção do tráfego marítimo no Médio Oriente. A UE tem discutido o reforço de sua missão naval no Mar Vermelho, após os ataques conjuntos entre EUA e Israel contra o Irã terem desencadeado uma guerra regional mais ampla. O tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, um importante Chocke Point geopolítico (gargalo navegável) no Golfo Pérsico por onde passa um quinto do petróleo bruto mundial, praticamente parou desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.

2️⃣ Macron visitou Chipre depois que a ilha, membro da UE, foi alvo de drones de fabricação iraniana no início de março. O líder francês afirmou que um ataque a Chipre era um ataque a toda a Europa. "Quando Chipre é atacado, é a Europa que é atacada", disse ele. "Não aceitaremos que a menor porção de território europeu, como Chipre, seja exposta ao perigo", acrescentou Mitsotakis. O ataque com drones no Chipre levou a França a enviar o porta-aviões Charles de Gaulle para o Mediterrâneo, bem como uma fragata e unidades de defesa aérea para a ilha.
Paris insiste que sua posição na região é "estritamente defensiva".


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