Governo do Líbano proíbe atividades militares do Hezbollah

Por Marcus Paiva 
Jornalista 

⚠️ O primeiro-ministro libanês e ex-juiz do tribunal penal internacional, Nawaf Salam, afirmou na segunda-feira que seu governo proibiu as atividades militares e de segurança do Hezbollah e limitou o papel do grupo a atividades políticas, ordenando ao exército que implemente um plano para restringir o controle de armas ao Estado ao norte do rio Litani. Salam reafirmou que o monopólio da força cabe somente ao Estado e ao exército libanês. “O Estado rejeita quaisquer ações militares ou de segurança lançadas a partir do território libanês”, disse Salam em uma coletiva de imprensa após uma reunião de gabinete no palácio presidencial a leste de Beirute, presidida pelo presidente general Joseph Aoun. 

‼️ Salam afirmou que o Gabinete decidiu proibir quaisquer operações militares fora das “instituições estatais legítimas”. “A decisão sobre guerra e paz cabe exclusivamente ao Estado”, enfatizou ele. Segundo ele, a medida exige a limitação das atividades do Hezbollah e a obrigação do grupo de entregar suas armas, descrevendo suas ações recentes como "uma violação das decisões do Gabinete". Ele instruiu o comando do exército libanês a implementar o plano do governo de forma decisiva, em particular a disposição destinada a restringir o porte de armas ao norte do rio Litani. Além disso, o presidente do Líbano ordenou a suspensão de todas as atividades militares da Guarda Revolucionária iraniana no país e a retomada da exigência de vistos para cidadãos iranianos. Desde que o cessar-fogo com o Hezbollah entrou em vigor no final de novembro de 2024, Israel tem cometido violações quase diárias no Líbano, que já mataram centenas de pessoas.


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