Presidente de Moldova fala em reunificação com a Romênia

Por Marcus Paiva 
Jornalista

⚠️ A presidente Maia Sandu afirmou na segunda-feira que votaria a favor da reunificação de Moldova com a Romênia caso um referendo fosse realizado, citando a pressão da Rússia e a fragilidade de sua independência. Sandu explicou em entrevista que "para um país pequeno como a República Moldova, está se tornando cada vez mais difícil sobreviver como uma democracia soberana e, claro, resistir à Rússia", uma declaração que cristaliza a preocupação estratégica de Chișinău.

1️⃣ Historicamente, Moldova fez parte da Romênia entre as duas guerras mundiais, antes de ser anexada pela URSS. Recuperou sua independência em 1991, após a queda da União Soviética. Apesar da posição de Sandu, ela reconhece que atualmente não existe uma opinião majoritária a favor da reunificação, com grande parte da população ainda preferindo a integração na União Europeia como o principal caminho para a segurança sem reunificação com a Romênia. Vale lembrar que Moldova apresentou sua candidatura à UE e iniciou as negociações de adesão em 2025, uma tática que Sandu considera "mais realista" para garantir a soberania do país diante de Moscou.

2️⃣ Sandu e seu governo acusam regularmente Moscou de usar táticas de interferência política, desinformação e financiamento de partidos pró-Rússia, inclusive por meio de campanhas híbridas e tentativas de influência eleitoral. A questão da reunificação é carregada de simbolismo: para alguns, representaria uma reconexão histórica e uma bússola contra a Rússia; para outros, levanta profundas questões políticas, jurídicas e econômicas sobre a identidade e o futuro do país. O debate está assumindo uma dimensão geopolítica: uma Moldova unificada com a Romênia (membro da UE e da OTAN) transformaria o equilíbrio estratégico na região, com impacto direto nas relações com a Rússia e na segurança europeia.

3️⃣ Dois fatores fundamentais impedem essa unificação: A população de Moldova apesar de falar romeno, em sua maioria, é contra a reunificação. O outro fator é a Rússia e o seu protetorado, a República da Transnístria. A Transnístria é uma república separatista pró-Rússia no leste de Moldova que declarou independência em 1992, apoiada por Moscou. Embora internacionalmente não reconhecida, funciona como um exclave russo com cerca de 1.500 soldados, um grande arsenal russo, dependendo economicamente da Rússia (gás subsidiado). O território mantém fortes laços soviéticos e representa um "conflito congelado". A Transnístria ganhou a guerra contra a Moldova com ajuda da Rússia em 1992. Por isso a Rússia mantém um "contingente de paz" de cerca de 1.500 soldados e um grande depósito de armas em Cobasna. Cerca de 60% da população é russa com forte identidade cultural ligada ao passado soviético. Lembrando que o plano inicial é ligar a Transnístria com o território russo através dos territórios que estão sendo conquistados na guerra contra a Ucrânia, para formar a Novorussia.

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