Avião usado para missões especiais dos Estados Unidos passa pelo Brasil sem revelar seu objetivo

Por Marcus Paiva
Jornalista e Editor-Chefe

⚠️ Um Boeing 757 da Força Aérea dos Estados Unidos, frequentemente usado em operações especiais da CIA pousou no Brasil sem declarar seu objetivo. O Boeing 757-200, registro 00-9001, partiu inicialmente dos Estados Unidos de uma base militar em New Jersey. Antes de chegar ao território brasileiro, o avião passou pela Flórida e pelo Aeroporto Fernando Luis Ribas Dominicci, em Porto Rico, e seguiu sem rota detalhada até o Aeroporto Salgado Filho, no Rio Grande do Sul. Segundo informações do governo dos Estados Unidos, a aeronave está vinculada ao 150º Esquadrão de Operações Especiais da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). A unidade é responsável por missões de transporte ligadas ao Departamento de Estado dos Estados Unidos, como viagens para diplomatas, militares e agentes de inteligência da CIA. A missão geral do avião é fornecer suporte imediato a cidadãos estadunideses e aliados no exterior, principalmente auxiliando em embaixadas.

1️⃣ O C-32B, apelidado de “Gatekeeper”, foi utilizado em crises no Oriente Médio, durante os Jogos Olímpicos e em situações críticas como a explosão no porto de Beirute, no Líbano, em 2020. A aeronave está equipada com sistemas avançados de comunicação, sensores e capacidade de reabastecimento aéreo, semelhante ao C-32A presidencial. Até o momento, o propósito da viagem do 757-200 ao Brasil permanece em segredo, e a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil se recusou a comentar. A aeronave está transportando equipe consular e militares das forças especiais da Força Aérea estadunidense em "missão Diplomática", só que essa aeronave é conhecida por transportar agentes de inteligência para operações encobertas. Lembrando que há muitos militares posicionados no Caribe e um temor de que a administração Trump tentará uma operação militar contra o presidente da Venezuela Nicolas Maduro.

2️⃣ Lembrando que no Brasil existe a Lei do Abate, incorporada na legislação brasileira através da Lei nº 9.614/1998, que autoriza a Força Aérea Brasileira (FAB) a destruir aeronaves que invadam clandestinamente o espaço aéreo brasileiro e se recusem a cumprir as ordens de pouso, representando uma ameaça à segurança nacional. Essa autorização é delegada pelo Presidente da República e é um desdobramento do Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA), que já previa a detenção ou destruição de aeronaves em situações de infração. Se a a aeronave pousou, significa que houve comunicação básica entre a o comando da aeronave e as autoridades brasileiras. O momento diplomático entre Estados Unidos e Brasil não é complicado. Os Estados Unidos cancelaram um evento que estava sendo organizado em conjunto com a Força Aérea Brasileira (FAB) e indicaram que, pela primeira vez, provavelmente também ficarão de fora do principal exercício da Marinha, a Operação Formosa.

3️⃣ Sinais de distanciamento de Washington geraram preocupações no Ministério da Defesa, que tenta proteger o setor de cooperação militar estratégica da crise política e econômica que surgiu entre o Brasil e os Estados Unidos durante a administração de Donald Trump. O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) planejava realizar a edição de 2025 da Conferência Espacial das Américas junto com a FAB. A conferência, que também reuniria outros países do continente, estava marcada para os dias 29 a 31 de julho em Brasília. “O evento foi cancelado por decisão dos Estados Unidos em 23 de julho”, disse a FAB em comunicado. Embora os Estados Unidos não tenham explicado o motivo do cancelamento, a decisão está sendo interpretada como mais um reflexo da crise entre o governo Lula (PT) e a administração Trump. 

4️⃣ Esta teria sido a quarta edição do encontro. No ano passado, o evento ocorreu em Miami, Estados Unidos, e contou com dez países convidados: Argentina, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru e Uruguai. Desde 2023, os Fuzileiros Navais dos Estados Unidos enviam um contingente de tropas para o exercício militar. No ano passado, a delegação consistiu em 56 militares dos Estados Unidos. Foi a primeira vez que forças uniformizadas chinesas e estadunideses participaram juntas da operação. Fontes afirmaram que os Fuzileiros Navais dos Estados Unidos não responderam ao convite da Marinha Brasileira para participar da Operação Formosa devido a ordens de nível superior. O Corpo de Fuzileiros Chinês também anunciou que não participará do exercício militar.

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