Israel conduziu ataques sem precedentes contra instalações nucleares e militares do Irã

Por Marcus Paiva
Jornalista e Editor-Chefe

🚩 Nas primeiras horas de 13 de  junho de 2025, a força aérea de Israel lançou um ataque em larga escala visando instalações nucleares e infraestrutura militar iranianas. Às 6h30, horário de Israel, a Força Aérea israelense realizou cinco ondas de ataques. A operação "Rising Lion" se concentrou em dezenas de locais, incluindo locais associados ao programa nuclear do Irã e principais comandantes e bases militares. Além dos extensos ataques aéreos da Força Aérea Israelense, o Mossad liderou uma série de operações secretas de sabotagem dentro do Irã. Essas operações visavam danificar os locais estratégicos de mísseis e as capacidades de defesa aérea do Irã. Israel declarou que atingiu alvos que não foram previstos por Teerã. De acordo com as forças de Defesa de Israel mais de 200 aeronaves israelenses lançaram mais de 330 munições em cerca de 100 alvos durante os ataques iniciais. 
‼️ Israel atingiu o complexo de Natanz, na província de Esfahan, que é o coração do programa de enriquecimento de urânio do Irã, e que está localizado em uma planície adjacente às montanhas nos arredores da cidade sagrada xiita de Qom, ao sul de Teerã. As instalações de Natanz incluem duas usinas de enriquecimento: a enorme Usina de Combustível subterrânea e a Usina Piloto de Enriquecimento de Combustível acima do solo. Na capital Teerã os alvos foram prédios em que estavam os principais generais e os principais cientistas do programa nuclear iraniano. Explosões foram relatadas em toda a capital, incluindo perto de bases militares e em bairros que abrigam comandantes seniores. Várias casas foram atingidas em Shahrak-e Mahallati, um bairro no leste de Teerã onde residem oficiais militares iranianos de alta patente e suas famílias. Alem de Natanz, as instalações nucleares de Khondab e Khorramabad também foram alvos. A quarta onda de bombardeios atingiu Tabriz e instalações de fabricação de mísseis e drones em Kermanshah.
⚠️ O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, está vivo em em local seguro, e está sendo informado sobre a situação. Entretanto, seus principais generais foram mortos no ataque. O Chefe do Estado-Maior, general Mohammad Bagheri, que era o oficial militar de mais alta patente do Irã, supervisionando todos os ramos das forças armadas e desempenhando um papel central nos programas de mísseis balísticos e de defesa do Irã, foi morto. O comandante-chefe da Guarda Revolucionária Iraniana, general Hossein Salami, o Comandante do Quartel-General Central de Khatam al-Anbiya, major-general Gholam Ali Rashid, o cientista nuclear iraniano e ex-chefe da Organização de Energia Atômica do Irã, Fereydoon Abbasi, o físico iraniano e presidente da Universidade Islâmica Azad, Mohammad Mehdi Tehranchi e o cientista nuclear, Abdolrahim Minouchehr, foram mortos nos ataques israelenses. O contra-almirante Ali Shamkhani, conselheiro sênior do líder supremo iraniano Ali Khamenei e membro do Conselho de Discernimento de Conveniência, ficou gravemente ferido e também morreu. O general Habibollah Sayyari foi nomeado comandante interino do Estado-Maior das Forças Armadas por decreto do Líder Supremo. 
1️⃣ Por volta das 3 horas, horário local, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou estado de emergência em todo o país, alertando sobre uma retaliação iminente com mísseis e drones. Sirenes de alerta foram ativadas em Israel em antecipação a um possível contra-ataque iraniano. Katz descreveu ainda o ataque de Israel ao Irã como um "ataque preventivo". De acordo com as forças armadas, a ação foi motivada por informações de inteligência indicando que o Irã havia acumulado urânio enriquecido suficiente para produzir até 15 armas nucleares em poucos dias. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel atacou porque "se não for interrompido, o Irã poderá produzir uma arma nuclear em um tempo muito curto. Pode levar um ano. Pode levar alguns meses, menos de um ano." Netanyahu descreveu os esforços nucleares do Irão como "um perigo claro e presente para a própria sobrevivência de Israel", e enfatizou que, ao agirmos, "também defendemos os nossos vizinhos árabes" da agressão iraniana. 
2️⃣ O líder supremo do Irã Ayatolah Ali Khamenei concede às forças armadas do Irã "liberdade de ação" para responder a Israel. De acordo com a agência de notícias estatal iraniana Fars, o líder supremo do Irã disse que os ataques israelenses foram um "crime" e que Tel Aviv enfrenta um "destino amargo e terrível". Mais cedo, o porta-voz das Forças Armadas Iranianas, General Abolfazl Shekarchi, disse que o exército estava pronto para uma "resposta forte". Falando na televisão estatal, o general Abolfazl Shekarchi disse que Israel "cometeu um erro terrível ao atacar o Irã". O general Shekarchi disse que Tel Aviv lançou esses "ataques selvagens" contra áreas residenciais com a ajuda dos Estados Unidos, relata a Tasmim. "O regime sionista e os Estados Unidos receberão um duro tapa na cara", disse ele."O Irã dará uma resposta enérgica". O exército iraniano está 100% pronto para responder aos ataques israelenses e dará "uma resposta retumbante", afirmou um porta-voz do Estado-Maior das Forças Armadas Iranianas. O presidente Trump convocará o Conselho de Segurança Nacional na Sala de Situação da Casa Branca na sexta-feira às 11h para discutir os ataques israelenses ao Irã, informou a Casa Branca.

➡️ Com a escalada de crise, o antigo príncipe herdeiro do Irã, Reza Pahlavi, tenta se aproveitar da situação e apela ao Exército Regular Iraniano para se revoltar e ao povo iraniano para iniciar grandes greves e protestos contra a República Islâmica. "Compatriotas, Ali Khamenei, o líder tolo do regime anti-iraniano da República Islâmica, mais uma vez envolveu nosso Irã em uma guerra; uma guerra que não é entre o Irã e a nação iraniana, mas entre a República Islâmica e Khamenei. Minha mensagem para as forças militares, policiais e de segurança é clara: Este regime e seus líderes corruptos e incompetentes não valorizam suas vidas nem o nosso Irã. Separem-se deles e juntem-se ao povo. A luta da nação iraniana contra o regime destrutivo da República Islâmica é recuperar o Irã e reconstruí-lo. A solução é derrubar a República Islâmica por meio de protestos de rua e greves nacionais. Estou com vocês nesses momentos difíceis. Estamos todos juntos nessa luta e venceremos". Disse Reza Pahlavi em uma postagem no X.

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