Zelensky cedeu à pressão de Trump e assinou o acordo de exploração de minerais estratégicos após conversa no Vaticano

Por Marcus Paiva
Jornalista e Editor-Chefe

🚩 Os Estados Unidos e Kiev assinaram um acordo para dividir lucros e royalties da futura venda de minerais de terras raras da Ucrânia. Segundo Donald Trump, isso fornecerá um incentivo econômico para os Estados Unidos continuarem investindo na defesa da Ucrânia e em sua reconstrução depois que ele negociar um acordo de paz com a Rússia. O acordo sobre minerais estratégicos, que foi objeto de tensas negociações durante meses e quase fracassou horas antes de ser assinado, estabelecerá um Fundo de Investimento para a Reconstrução Estados Unidos-Ucrânia que, segundo o governo Trump, começará a reembolsar cerca de US$ 175 bilhões em ajuda fornecida à Ucrânia desde o início da guerra. “Este acordo sinaliza claramente à Rússia que o governo Trump está comprometido com um processo de paz centrado em uma Ucrânia livre, soberana e próspera a longo prazo”, disse Scott Bessent, secretário do Tesouro dos Estados Unidos, em um comunicado.
⚠️ Entre as muitas imagens que ficarão do funeral do Papa Francisco, certamente há uma que retrata o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, sentados frente a frente num canto da Basílica de São Pedro. Um encontro que foi anunciado, depois colocado em dúvida por uma possível ausência do segundo, e finalmente aconteceu. Durou só 15 minutos mas foi o suficiente para Trump conseguir o que tanto queria. Haviam 3 cadeiras, pois Esperava-se que o presidente francês Emmanuel Macron participasse mas ao chegar Macron só cumprimentou Zelensky, não falou com Trump que imediatamente mandou retirar a terceira cadeira. A conversa, de acordo com o diretor de comunicações da Casa Branca, Steve Cheung, foi "muito produtiva". De acordo com o porta-voz presidencial ucraniano, Sergei Nikiforov, Zelensky e Trump concordaram em continuar as negociações. Zelensky, escrevendo no X, falou de um “bom encontro” que “poderia tornar-se histórico se fossem alcançados resultados conjuntos”. O presidente ucraniano, em particular, pediu "um cessar-fogo completo e incondicional" e "uma paz confiável e duradoura que impeça o início de outra guerra".

‼️ Dias após a conversa, Zelensky escreveu aceitando que a Ucrânia não se juntaria à Otan num futuro próximo, ele disse: “Acho que precisamos ser pragmáticos. Precisamos entender quais garantias de segurança a Ucrânia precisa.” Zelensky ainda disse que essas garantias podem incluir um contingente militar da Europa e o que ele chamou de “backstop” dos Estados Unidos. “Para nós, o backstop não precisa necessariamente ser tropas em solo ucraniano”, afirmou Zelensky, mas pode incluir defesa cibernética “e, acima de tudo, sistemas de defesa aérea Patriot”. Na quinta-feira (24), Kiev foi atingida pela maior onda de ataques com mísseis russos desde julho do ano passado. Doze pessoas morreram. Em 15 minutos Trump conseguiu convencer Zelensky de assinar o acordo sobre exploração de minerais estratégicos, e sobre alguns recuos necessários que a Ucrânia deveria dar em relação à Rússia que está ganhando terreno a cada dia que passa.
1️⃣ A vice-primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Svyrydenko, confirmou em uma publicação nas redes sociais que assinou o acordo na quarta-feira. "Juntamente com os Estados Unidos, estamos criando o fundo que atrairá investimentos globais para o nosso país", escreveu ela. O acordo ainda precisa ser aprovado pelo parlamento ucraniano. Autoridades ucranianas divulgaram detalhes do acordo, que elas descreveram como equitativo e permitindo que a Ucrânia mantenha o controle sobre seus recursos naturais. O primeiro-ministro ucraniano, Denys Shmyhal, disse que o fundo seria dividido 50-50 entre os Estados Unidos e a Ucrânia e daria a cada lado direitos iguais de voto. A Ucrânia manteria "o controle total sobre seus recursos minerais, infraestrutura e recursos naturais", disse ele, e se referiria apenas a novos investimentos, o que significa que o acordo não estabeleceria nenhuma obrigação de dívida com a Ucrânia, uma preocupação fundamental para Kiev. 

2️⃣ O acordo garantiria receita por meio do estabelecimento de contratos com base no princípio "take-or-pay" (pegue ou pague), acrescentou Shmyhal. Shmyhal descreveu o acordo na quarta-feira como “verdadeiramente um acordo internacional bom, igualitário e benéfico sobre investimentos conjuntos no desenvolvimento e recuperação da Ucrânia”. Só que vale lembrar que a Casa Branca busca tirar vantagem da Ucrânia, vinculando a futura ajuda à nação em dificuldades à doação das receitas de seus recursos. Os termos finais foram muito menos onerosos para a Ucrânia do que os propostos inicialmente por Bessent em fevereiro, que incluíam uma cláusula de que os Estados Unidos controlariam 100% das receitas do fundo. 

3️⃣ Até o último momento, não estava claro se os Estados Unidos e a Ucrânia conseguiriam assinar o acordo, com Washington supostamente pressionando a Ucrânia a assinar acordos adicionais, incluindo sobre a estrutura do fundo de investimento, ou a "voltar para casa". Isso ocorreu após meses de negociações tensas, durante as quais os Estados Unidos frequentemente lançavam ultimatos de última hora, enquanto cortavam ajuda e outros apoios à Ucrânia em sua defesa contra a Rússia. O primeiro-ministro da Ucrânia havia dito anteriormente que esperava que o país assinasse o acordo de minerais com os Estados Unidos nas "próximas 24 horas", mas surgiram relatos de que Washington estava insistindo que Kiev assinasse três acordos no total. A equipe de Bessent disse a Svyrydenko, que supostamente estava a caminho de Washington DC, para "estar pronto para assinar todos os acordos ou voltar para casa". Bessent disse mais tarde que os Estados Unidos estavam prontos para assinar, embora a Ucrânia tivesse feito algumas mudanças de última hora.
4️⃣ A Ucrânia acreditava que os dois acordos complementares — supostamente sobre um fundo de investimento e um documento técnico — exigiam mais trabalho. A ideia por trás do acordo foi proposta originalmente pela Ucrânia, buscando maneiras de oferecer oportunidades econômicas que pudessem atrair Trump a apoiar o país. Mas Kiev foi pega de surpresa em janeiro, quando a equipe de Trump entregou um documento que envolveria essencialmente a entrega da riqueza mineral do país com pouco retorno. Desde então, houve várias tentativas de revisar e revisitar os termos do acordo, bem como uma cerimônia de assinatura planejada que foi abortada após uma reunião desastrosa entre Trump e Volodymyr Zelensky na Casa Branca em fevereiro, quando Zelensky discutiu publicamente com Trump e foi Humilhado diante dos jornalistas pelo presidente e pelo vice-presidente dos Estados Unidos no Salão Oval. No início deste mês, foi revelado que o Ministério da Justiça ucraniano contratou o escritório de advocacia americano Hogan Lovells para assessorar nas negociações do acordo, de acordo com registros da Lei de Registro de Agentes Estrangeiros dos Estados Unidos.

5️⃣ Em uma publicação no Facebook, a primeira vice-primeira-ministra da Ucrânia, Yulia Svyrydenko, deu mais detalhes sobre o fundo, que ela disse que “atrairia investimentos globais”. Ela confirmou que a Ucrânia manterá a propriedade total dos recursos "em nosso território e nas águas territoriais pertencentes à Ucrânia". "É o Estado ucraniano que determina onde e o que extrair", disse ela. Não haveria mudanças na propriedade de empresas estatais, disse ela, "elas continuarão a pertencer à Ucrânia". Isso incluía empresas como a Ukrnafta, a maior produtora de petróleo da Ucrânia, e a produtora de energia nuclear Energoatom. A receita viria de novas licenças para materiais essenciais e projetos de petróleo e gás, não de projetos que já haviam começado, disse ela. A renda e as contribuições para o fundo não seriam tributadas nos Estados Unidos ou na Ucrânia, ela disse, "para que os investimentos produzam os melhores resultados". Um detalhe importante é que a maioria dos recursos minerais estratégicos (terras raras) está localizada no Escudo Ucraniano, que ocupa cerca de 40% do território ucraniano. Parte desse território é administrado pela Rússia. As maiores reservas disponíveis para Trump ficam à oeste de Kiev.

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