Aeroporto Internacional de Israel é atingido por míssil do grupo Houthi do Iêmen
Por Marcus Paiva
Jornalista e Editor-Chefe
🚩 O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu prometeu retaliar contra os Houthis depois que um míssil disparado pelo grupo atingiu o principal aeroporto de Israel, na capital Tel Aviv. Em um vídeo postado nas redes sociais, Netanyahu ameaçou ataques, dizendo: "Atacamos no passado, atacaremos no futuro". O míssil, disparado do Iêmen pelo grupo que governa o norte do país, caiu perto do terminal principal do aeroporto Ben Gurion na manhã de domingo. Quatro pessoas ficaram feridas na explosão, com outras duas a caminho de um abrigo, informou a mídia israelense, citando os serviços de emergência. Ninguém ficou gravemente ferido. O porta-voz Houthi, general Yahya Saree, disse em uma declaração televisionada que o aeroporto israelense "não era mais seguro para viagens aéreas". O ministro da defesa de Israel, Israel Katz, respondeu ao ataque dizendo: "Qualquer um que nos atingir, atingiremos com sete vezes mais força". Em uma declaração posterior, Netanyahu disse que "os ataques dos Houthis emanam do Irã", acrescentando que Israel responderia ao ataque dos Houthis e ao Irã "no momento e local de nossa escolha".
⚠️ O aeroporto já reabriu para voos, após interrompê-los temporariamente - embora várias grandes companhias aéreas, incluindo Lufthansa, Air France e Delta, tenham cancelado os voos de domingo de ida e volta para o aeroporto. Sirenes foram ativadas em várias partes do país quando o míssil se aproximou - e a Força Aérea Israelense disse que estava investigando a falha em interceptá-lo. Importante lembrar que tanto o sistema de defesa aérea de longo alcance Arrow de Israel quanto uma bateria de Defesa de Área de Alta Altitude Terminal (Thaad) de fabricação estadunidese não conseguiram interceptar o míssil. O sistema de defesa aérea israelense possui 4 camadas (Iron Dome, Arrow, David’s Sling e Thaad). Os Houthis, um grupo paramilitar apoiado pelo Irã e sediado no norte do Iêmen, lançam regularmente ataques com mísseis contra Israel em solidariedade ao Hamas em Gaza, mas é raro que um deles consiga passar pelas sofisticadas defesas aéreas de Israel. O grupo também vem realizando ataques a navios no Mar Vermelho, aos quais os Estados Unidos responderam liderando uma campanha de bombardeio contra eles — na qual o Reino Unido auxiliou.
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