Trump retira Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos da ONU e da UNRWA, e diz que palestinos não têm alternativa a não ser deixar Gaza


Por Marcus Paiva
Jornalista e Editor-Chefe

⚠️ Na terça-feira, Trump assinou duas ordens executivas relacionadas ao Oriente Médio. Uma delas retirou os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDH) e cortou a ajuda à Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados (UNRWA), que é o principal grupo que fornece ajuda aos palestinos. O CDH da ONU foi criticado por democratas e republicanos por ser tendencioso contra Israel. Essa ordem também considera retirar os Estados Unidos da UNESCO, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. Em um evento com a presença de jornalistas no Salão Oval da Casa Branca para a assinatura das ordens executivas, ele também afirmou que a única alternativa dos palestinos que vivem na Faixa de Gaza é deixar o território — uma ideia apoiada pela extrema-direita israelense, e que constituiria limpeza étnica perante o direito internacional.

‼️ O Conselho de Direitos Humanos da ONU é um órgão criado pela entidade em 2006 para promover tópicos como liberdade de associação e movimento, liberdade de expressão, de crença e direitos das mulheres e da população LGBT — além de investigar alegações de violações de estados-membros. Já a UNRWA foi estabelecida há cerca de 75 anos, atendendo cerca de 750 mil refugiados palestinos da guerra de 1948, durante a criação do Estado de Israel. Ela é a principal organização das Nações Unidas que fornece serviços de ajuda e educação a milhões de palestinos na Cisjordânia ocupada e em Gaza. Recentemente, Israel votou por encerrar o acordou que permitia o funcionamento de seus escritórios no país. Seguindo a decisão dos Estados Unidos, Israel informou nesta quinta-feira (6) o Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU que se retirará do órgão. O ministro das Relações Exteriores israelense, Israel Katz, citou "viés institucional" do conselho contra o país. Relatora especial da ONU, Francesca Albanese, afirmou que a retirada de Israel do Conselho de Direitos Humanos é "extremamente grave". Albanese afirmou temer que "o genocídio de Israel contra os palestinos se expanda" e se intensifique agora na Cisjordânia —território ocupado que os palestinos querem, junto com Gaza, como o núcleo de um futuro Estado independente.

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