Escalada de crise política na Bolívia

Por Marcus Paiva 

⚖ Ontem foi detido na Bolívia o governador de Santa Cruz de Sierra e um dos líderes da oposição, Luis Camacho, por conspiração, Golpe de Estado e terrorismo. O Departamento de Santa Cruz, onde fica a cidade de Santa Cruz de la Sierra, a maior e populosa da Bolívia, é também motor econômico do país. Em 2020, respondeu por cerca de 30% do PIB boliviano (Produto Interno Bruto, ou soma de bens e serviços produzidos no país). Camacho foi um dos mentores do Golpe de Estado contra Evo Morales em 2019. Ele lidera uma greve e protestos contra o censo nacional para desestabilizar o governo Arce. Sua prisão tem gerado protestos e um atrito com a oposição. 

⚠️ Manifestantes atearam fogo à Promotoria Departamental de Santa Cruz, revoltados com a prisão do governador Luis Fernando Camacho. Vários veículos foram atingidos pelas chamas e foram incinerados. 

❗Lembrando que na eleição presidencial de 2019 a oposição não aceitou a derrota, e alegando fraude convocou protestos contra Morales. Morales insistiu que havia vencido a eleição e, em resposta aos protestos da oposição, convocou seus partidários a defender a democracia nas ruas e impedir um golpe. A OEA emitiu um relatório de uma suposta auditoria que recomendava um segundo turno para verificar os resultados. Morales aceitou mas em meio a crise política o ex-presidente Evo Morales foi deposto horas depois pelo comandante-geral das Forças Armadas General Kaliman que governou por alguns dias e passou a presidência a Jeanine Añez que foi uma das mentoras do Golpe de Estado. Añez está presa desde 2021 e foi condenada a 10 anos de prisão. Añez e Camacho articularam com o comandante das forças armadas o Golpe de 2019. Ambos são extremistas religiosos e fazem parte da Direita conservadora boliviana.

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