Guarda Revolucionária Islâmica e moderados disputam o poder e o controle da política iraniana
Por Marcus Paiva
Jornalista
⚠️ Após o assassinato do líder supremo Aiatolah Ali Khamenei, por um bombardeio Israelense contra Teerã, o comando da guarda Revolucionária Islâmica iraniana forçou a Assembleia dos peritos eleger Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como o novo líder supremo. Esse movimento foi um Golpe de Estado pretoriano, que é quando o líder militar força a ascensão de um líder civil de sua confiança. Mojtaba Khamenei se manteve desde então como um líder clausurado, governando em local desconhecido, e uma outra figura despontou como liderança de fato do Irã, Ali Larijani. Larijani era o Secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional e tinha o apoio total da Guarda Revolucionária Islâmica mas foi assassinado por um bombardeio Israelense. Desde então, surgiram sérias divergências entre dois grupos políticos, um do presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, e o outro do comandante-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica, General Ahmad Vahidi, sobre como gerir a guerra e seu impacto prejudicial nos meios de subsistência das pessoas e na economia.
1️⃣ De fato, atualmente há dois grupos comandando o Irã: os principialistas ultraconservadores que são linha-dura, liderados pelo general Ahmad Vahidi, comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), que liderou um golpe de Estado bem-sucedido para instalar o Aiatolah Mojtaba Khamenei como líder supremo, se tornando governante de fato do país. E os Moderados liderados por Mohammad-Bagher Ghalibaf, presidente da Assembleia Consultiva, que já foi general da Guarda Revolucionária Islâmica. Nesse grupo está o presidente do país Masoud Pezeshkian e o ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi. Mohammad-Bagher Ghalibaf e Abbas Araghchi estão mantendo negociações encobertas com os Estados Unidos através do Paquistão. Já a Guarda Revolucionária Islâmica não aceita qualquer tipo de negociação com os Estados Unidos e vai continuar atacando alvos estadunidenses na região.
2️⃣ No mês de março, o presidente Pezeshkian criticou a abordagem da Guarda Revolucionária Islâmica em relação ao aumento das tensões e aos contínuos ataques a países vizinhos, alertando para as consequências econômicas da situação. Ele enfatizou que, sem um cessar-fogo, a economia do Irã poderia entrar em colapso total dentro de um mês. Ainda no dia 7 de março, Pezeshkian, em uma mensagem de vídeo, pediu desculpas pelo que chamou de ataques "indiscriminados" das forças armadas do país contra países vizinhos e instruiu-as a cessar tais ataques. No entanto, os ataques continuaram logo após a divulgação de sua mensagem. Pezeshkian pediu que o poder executivo seja devolvido à administração, uma exigência que foi firmemente rejeitada por Vahidi. Em resposta às críticas, o comandante da Guarda Revolucionária Islâmica atribuiu a situação atual à falha do governo em implementar reformas estruturais antes do início do conflito.
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