Trump quer mudança de regime por decapitação em Cuba

🚩 O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirma que as Forças Armadas do país estão se preparando para a “possibilidade de uma agressão militar”. "Nossas Forças Armadas estão sempre preparadas e, de fato, estão se preparando nestes dias para a possibilidade de uma agressão militar. Seríamos ingênuos se, considerando o que está acontecendo no mundo, não o fizéssemos. Esperamos sinceramente que isso não aconteça. Não vemos por que isso teria que acontecer e não encontramos nenhuma justificativa para tal", disse ele. Trump deixou claro que quer tomar Cuba: “Acredito que terei a honra de tomar Cuba. Isso é uma grande honra. Tomar Cuba de alguma forma, sabe. Tomar Cuba. Quero dizer, seja libertando-a, tomando-a, posso fazer o que quiser com ela, se você quer saber a verdade”, disse Trump em uma entrevista no Salão Oval da Casa Branca na semana passada.
1️⃣ Cuba vive sob grande pressão econômica dos EUA a anos. Embargos econômicos, sanções econômicas e agora o bloqueio do petróleo venezuelano, o que está levando ao rápido colapso econômico e social do país. Cuba vive seu terceiro apagão nacional em um mês. 10 milhões de cubanos estão sem energia elétrica. Todas as 15 províncias estão sem luz. Cuba não recebeu nenhuma entrega de petróleo nos últimos 3 meses, o presidente Miguel Díaz-Canel confirmou isso na sexta-feira. Hospitais adiando cirurgias. Medicamentos apodrecendo sem refrigeração. A Rússia enviou um navio-tanque com 730 mil barris de petróleo. O Tesouro dos EUA o bloqueou. Desviou o petróleo para Trinidad e Tobago. Um segundo navio-tanque russo, o "Cavalo-Marinho", com 200 mil barris de diesel também foi bloqueado.

2️⃣ Trump, disse no dia 6 de março: "Cortamos todo o petróleo. Cuba vai cair." "Acredito que terei a honra de tomar Cuba. Seja libertando-a ou anexando-a, acho que posso fazer o que quiser com ela." Os EUA enviaram US$ 6 milhões em "ajuda humanitária" em fevereiro. Enquanto bloqueavam todo o petróleo para forçar uma revolta popular contra o governo e uma derrubada. Esse é o sexto apagão nacional em Cuba em 18 meses. O pior até agora. A ONU alertou que Cuba enfrenta um "colapso humanitário". Bebês na UTI neonatal. Pacientes em diálise. Pacientes em ventilação mecânica. Todos à mercê de uma rede elétrica que não para de falhar. A pressão sobre Cuba só aumenta. 
3️⃣ O presidente Miguel Díaz-Canel fez um pronunciamento antes do apagão de hoje dizendo que: "Os EUA ameaçam Cuba publicamente, quase diariamente, com a derrubada da ordem constitucional pela força. E usam um pretexto ultrajante, as duras limitações da economia fragilizada que atacam e procuram isolar há mais de seis décadas. Eles pretendem e anunciam planos para tomar o país, seus recursos, suas propriedades e até mesmo a própria economia que buscam estrangular para nos forçar à rendição. Só assim se explica a feroz guerra econômica, aplicada como punição coletiva contra todo o povo. Diante do pior cenário, Cuba se vê diante de uma certeza: qualquer agressor externo encontrará uma resistência inexpugnável".

4️⃣ Trump pretende usar em Cuba a mesma estratégia de mudança de regime por decapitação que usou na Venezuela: A remoção rápida da liderança central e a sua substituição por uma nova liderança colaboracionista sem colapsar o regime. A base disso é a Lógica da Continuidade por um títere ou colaboracionista, que não causaria revolta nas Forças Armadas ao mesmo tempo que possibilitaria o controle indireto do país por Trump. Diferente da mudança de regime tradicional que prevê a mudança total do regime com administração direta, através de um alto funcionário da potência estrangeira, tal como foi feito no Iraque em 2003. Com a derrubada de Saddam Hussein, a presidência ficou com o general estadunidese Jay Garner em 2003 e entre 2003 e 2004 com o Diplomata estadunidese Paul Bremer. 
5️⃣ Se a estratégia do presidente estadunidese der certo, há duas opções de substitutos moderados sobre a mesa: Uma é o general Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente cubano Raúl Castro e sobrinho do também ex-presidente Fidel Castro. A outra figura de peso é Raúl Guillermo Rodríguez Castro, conhecido como "Raulito" e El Cangrejo ("O Caranguejo", em espanhol), ele é neto, braço direito e guarda-costas do ex-presidente cubano Raúl Castro, e sobrinho-neto de Fidel Castro, líder da Revolução Cubana.
6️⃣ O general Alejandro Castro Espín, filho do ex-presidente Raúl Castro, esteve no México para se encontrar com autoridades dos EUA a fim de buscar uma solução negociada para a crise com Cuba. Alejandro Castro liderou o Conselho de Defesa e Segurança Nacional, um órgão poderoso que coordenava a inteligência e a segurança em toda a ilha e já desempenhou um papel fundamental como negociador secreto durante o processo de normalização das relações entre Cuba e os Estados Unidos durante o administração Obama (2014–2016).
7️⃣ O neto de Raúl Castro, Raúl Guillermo Rodríguez Castro, o "Caranguejo", é filho de Déborah Castro Espín, a mais velha dos quatro filhos de Raúl Castro, e do ex-general de divisão Luis Alberto Rodríguez López-Calleja (1960-2022), uma das figuras mais influentes do regime cubano. Diversas fontes posicionam Raúl Guillermo como alto funcionário do Ministério do Interior de Cuba, com patente de coronel, sempre vinculado à segurança pessoal de Raúl Castro. Ele seria o interlocutor de Cuba em reuniões confidenciais realizadas com assessores do secretário de Estado americano, Marco Rubio. Havana não desmentiu explicitamente esta informação.
8️⃣ O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, informou na sexta-feira (13/3) que seu país e os Estados Unidos iniciaram conversas em meio à grave crise econômica que atravessa a ilha, em um momento de pressão cada vez maior do governo Donald Trump sobre Havana. O anúncio confirma as recentes informações sobre possíveis contatos entre os dois países, através do neto de Castro, Raúl Guillermo Castro. Do lado americano, o congressista republicano Mario Díaz-Balart declarou que o governo dos Estados Unidos conversou com "diversas pessoas do entorno de Raúl Castro", mas que não se tratava de negociações oficiais. A menção do nome de Raúl Guillermo como interlocutor pela parte cubana colocou em evidência o peso do sobrenome Castro em uma opaca elite política, na qual os equilíbrios internos de poder continuam sendo um mistério.

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