Trump ameaça destruir infraestrutura energética do Irã se o Estreito de Ormuz não for aberto em 48 horas
Jornalista
🚩 O presidente dos EUA, Donald J. Trump, ameaçou atacar a infraestrutura energética do Irã, em especial as usinas elétricas, caso o Estreito de Ormuz não seja aberto em 48 horas. “Se o Irã não abrir completamente, sem ameaças, o Estreito de Ormuz, dentro de 48 horas a partir deste exato momento, os Estados Unidos da América atacarão e destruirão suas diversas usinas elétricas, começando pela maior…” escreveu Trump na sua rede Truth Social. Atualmente, a Usina de Ciclo Combinado de Damavand (também conhecida como Usina de Ciclo Combinado de Shohada-ye Pakdasht) é a maior do Irã em termos de capacidade instalada. Ela fica próxima da capital Teerã e utiliza tecnologia de ciclo combinado, que combina turbinas a gás e a vapor para aumentar a eficiência energética. 80% da matriz energética iraniana é de usinas termoelétricas de gás e óleo.
📣 O governo do Irã através do porta-voz da sede central do Khatam al-Anbiya (braço de engenharia do corpo da guarda Revolucionária Islâmica) respondeu a ameaça de Trump advertindo que atacará infraestruturas de energia e TI ligadas aos EUA e a Israel, além de usinas de dessalinização na região, caso suas usinas de energia sejam atingidas. A principal infraestrutura de TI ligada aos EUA na região do Golfo Pérsico inclui: Grandes centros de dados e hubs de IA/nuvem operados pela AWS (Amazon), Microsoft Azure e Google Cloud, com bilhões investidos em cargas de trabalho globais de computação/IA. Cabos submarinos de fibra óptica (por exemplo, AAE-1, FALCON, TGN Gulf) que chegam ou passam pela região, transportando tráfego de internet para a Europa, Ásia e África. Redes de telecomunicações e sistemas SCADA associados para energia e dessalinização.
🎙 Lembrando que os países do Golfo Pérsico são extremamente dependentes de usinas de dessalinização. O Qatar mantém dependência de 99% para água potável. O país é quase inteiramente sustentado por essas usinas; sem elas, o abastecimento urbano colapsaria em dias. No Qatar e no Kuwait cerca de 90% a 95% da água potável vem da dessalinização. O Kuwait opera complexos massivos como Doha West e Az Zour. A Arábia Saudita é o maior produtor mundial de água dessalinizada, operando a usina de Ras Al-Khair, a maior do planeta. 70% do consumo interno. Nos Emirados Árabes Unidos, a dependência varia entre 42% e 80% (dependendo da região, como Dubai ou Abu Dhabi). O país possui reservatórios estratégicos para emergências, mas a base do sistema ainda é o mar.
⚠️ No início da semana, Trump apresentou condições rigorosas ao Irã em troca de um cessar-fogo e de um acordo de paz. Condições essas que foram entregues ao país por Egito, Qatar e Reino Unido da Grã-Bretanha. Os EUA exigem seis compromissos do Irã: Renúncia ao programa de mísseis por cinco anos; Cessação completa do enriquecimento de urânio (com níveis zero); Desativação dos reatores bombardeados em Natanz, Isfahan e Fordow; Supervisão externa rigorosa das centrífugas e instalações nucleares; Acordos regionais de controle de armas, limitando o número de mísseis a no máximo 1.000 unidades e Cessação completa do financiamento a grupos ditos fantoches como o Hezbollah, os Houthis e o Hamas. Em resposta o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, enfatizou que o Irã não busca um cessar-fogo mas o fim da guerra em todas as frentes. Segundo Araghchi "o fim do conflito atual deve estar atrelado a garantias que impeçam futuras "agressões" e não apenas a um cessar-fogo temporário".
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