Israel planeja invasão massiva e tomada do sul do Líbano
Por Marcus Paiva
Jornalista
⚠️ Israel planeja uma grande expansão de sua operação terrestre no Líbano, com o objetivo de tomar território ao sul do Rio Litani e desmantelar a infraestrutura militar do Hezbollah. “Vamos fazer o que fizemos em Gaza”, disse o porta voz das forças de defesa israelense, referindo-se à destruição de prédios que Israel alega serem usados pelo Hezbollah para armazenar armas e realizar ataques. Esta pode ser a maior invasão terrestre israelense em seu vizinho do norte desde 2006, arrastando o Líbano para o epicentro da guerra com o Irã. Israel invadiu o Líbano no dia 3 de março alegando que precisavam combater o Hezbollah. O ministro da Defesa, Israel Katz, autorizou as tropas a avançarem para assumir o controle de "posições adicionais" no sul do Líbano, criando o que chamaram de uma "zona-tampão".
1️⃣ O governo israelense quer aprovar uma grande mobilização de reservistas, chegando a 450 mil soldados para ocupar todo o sul do Líbano. O pedido partiu das Forças de Defesa de Israel e do Ministério da Defesa e deverá ser analisado pelo governo e pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Knesset (parlamento). Atualmente, o limite autorizado para a mobilização de reservistas é de 260 mil pessoas, estabelecido em janeiro para apoiar as operações militares em curso. Em linhas gerais, uma operação desta dimensão e escala poderia levar a uma ocupação israelense prolongada do sul do Líbano. O governo do Líbano está profundamente alarmado com a possibilidade de a retomada da guerra desencadeada pela decisão do Hezbollah de lançar foguetes contra Israel, devastar o país.
2️⃣ O presidente libanês general Joseph Aoun e o primeiro-ministro Nawaf Salam, que é ex-juiz do tribunal penal internacional, declararam o Hezbollah ilegal antes da invasão israelense. Mesmo assim, Israel continua com os bombardeios na capital linanesa Beirute. As Forças de Defesa de Israel (IDF) mantêm três divisões blindadas e de infantaria na fronteira com o Líbano desde o início da guerra com o Irã, com algumas forças terrestres realizando incursões nas últimas duas semanas. Na sexta-feira, as Forças de Defesa de Israel (IDF) anunciaram o envio de reforços para a fronteira e a mobilização de reservas adicionais em preparação para a ampliação da operação terrestre. "O objetivo é tomar o território, empurrar as forças do Hezbollah para o norte e para longe da fronteira, e desmantelar suas posições militares e depósitos de armas nas aldeias", disse o porta-voz das IDF.
3️⃣ Do outro lado, o líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou na sexta-feira que a via diplomática do governo libanês não conseguiu alcançar a soberania nem proteger os civis libaneses e, portanto, "não há solução a não ser a resistência". "Quando o inimigo ameaça uma invasão terrestre, dizemos a ele: isto não é uma ameaça, mas sim uma das armadilhas em que vocês cairão", disse Qassem. "Porque cada avanço de uma invasão terrestre permite que os combatentes da resistência alcancem ganhos e resultados através do confronto direto com o inimigo."
4️⃣ As Forças de Defesa de Israel emitiram ordens de evacuação em todo o sul do Líbano e pela primeira vez, para vilarejos e cidades ao norte do rio Litani, bem como para o "reduto" do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute. Cerca de 800 mil civis libaneses foram deslocados desde o início do conflito. Pelo menos 773 pessoas foram mortas, muitas delas civis. O governo Trump apoia uma grande operação israelense para desarmar o Hezbollah, mas também pressiona para limitar os danos ao Estado libanês e defende negociações diretas entre Israel e Líbano sobre um acordo pós-guerra. Trump pediu a Israel que não atacasse o Aeroporto Internacional de Beirute ou outras infraestruturas estatais libanesas durante a operação. De acordo com autoridades estadunidenses e israelenses, Israel concordou em não atacar o aeroporto, mas não assumiu compromissos em relação a outras instalações estatais.
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