Houthis do Iêmen entram a guerra, atacam Israel e podem arrastar países africanos para a Guerra
Jornalista
📣 Um Míssil balístico disparado do Iêmen em direção ao sul de Israel foi interceptado sobre Beersheba. Esse é o primeiro ataque do Iêmen neste conflito, o que coloca o grupo Ansar Allah (Houthi) oficialmente no conflito ao lado do Irã. O próximo passo será o fechamento do Estreito de Bab el-Mandeb, um importante Chocke Point geopolítico e artéria fundamental do comércio mundial. Com Ormuz e Bab el-Mandeb fechados o comércio de petróleo entrará em colapso. Em discurso televisionado, o porta-voz militar general Yahya Sarea afirmou que os Houthis estavam prontos para intervir militarmente caso outros países se juntassem aos Estados Unidos e a Israel em sua guerra contra o Irã, ou se o Mar Vermelho fosse usado para lançar ataques contra a República Islâmica.
🎙 A entrada do Iêmen pode arrastar outra região para a guerra. O chifre da África, um ponto estratégico, que pode se tornar um novo teatro de operações. O Djibuti pode virar mais um alvo do Irã e do Iêmen pois abriga a maior base militar dos EUA na África: Camp Lemonnier, um centro logístico fundamental para as operações estadunidenses no Chifre da África e no Golfo. Ao lado, a Somalilândia emerge como um potencial local para abrigar uma presença de segurança israelense. Ambos estão situados em um dos pontos de estrangulamento marítimo mais importantes do mundo, onde o Mar Vermelho se estreita para formar o Golfo de Aden, rota do petróleo mundial: o Estreito de Bab el-Mandeb.
❗️Israel já estava planejando abrir nova frente na Somalilândia contra os Houthis em meio à guerra com o Irã. Israel foi o primeiro país a reconhecer a independência da Somalilândia pois já tinha intenções de construir uma base militar lá. Autoridades israelenses começaram a estudar o litoral da Somalilândia como um potencial ponto estratégico no Golfo de Aden, em relação ao Iêmen, onde os Houthis, o principal aliado regional de Teerã, continuam a exercer considerável força militar. A aproximação de Israel com a Somalilândia também se cruza com a competição geopolítica mais ampla no Chifre da África, particularmente com a Turquia, que se tornou o principal parceiro de segurança do governo somali. Autoridades israelenses têm cada vez mais apresentado a Turquia como uma rival estratégica para a região. O ex-primeiro-ministro israelense Naftali Bennett recentemente se referiu à Turquia como “o novo Irã”.
Comentários
Postar um comentário