Trump que está cada vez mais autoritário enfrentará um grande protesto nacional denominado "No Kings Day"
Jornalista e Editor-Chefe
🚩 Os maiores protestos contra as políticas de Donald Trump estão planejados para 1.800 localidades dos Estados Unidos no dia 14 de junho. O "Dia Sem Rei" foi organizado por grupos de base em cidades de todos os tamanhos para coincidir com a celebração do 250º aniversário do Exército dos Estados Unidos, que também é o 79º aniversário de Trump e o Dia da Bandeira. Autoridades do governo insistem que é uma coincidência que o desfile ocorra no aniversário de Trump. Falando aos repórteres no Salão Oval em 10 de junho, Trump alertou os manifestantes para não interromperem os eventos em Washington. E ameaçou os manifestantes: "As pessoas que quiserem protestar serão recebidas com muita força", disse Trump. "São pessoas que odeiam o nosso país, mas serão recebidas com muita força." O maior protesto está marcado para o meio-dia na Filadélfia, onde o Segundo Congresso Continental assinou a Declaração de Independência.
1️⃣ "Não queremos ceder a Trump e ao MAGA a narrativa de que eles são donos da bandeira, são donos do patriotismo", disse Ezra Levin, cofundador do Indivisible e um dos organizadores. Os protestos, chamados de "Dia Sem Rei" se opõe a guinada autoritária de Trump, que está agindo como um rei. Esses devem ser os maiores e mais numerosos desde o início do segundo mandato de Trump, superando os protestos do início de abril, que atraíram cerca de 1 milhão de estadunidenses às ruas em mais de 1.000 manifestações. "Há duzentos e cinquenta anos, o Exército Continental foi formado para lutar contra um rei, e agora há uma oportunidade para os americanos se manifestarem e dizerem: 'não é isso que os Estados Unidos defendem. Não nos alistamos para que esse cara concentrasse o poder em suas próprias mãos, para perseguir os pilares da democracia política", disse Levin. As organizações anfitriãs incluem grupos de longa data como Indivisible, MoveOn, Human Rights Campaign, Working Families Power e Public Citizen, além de vários sindicatos e grupos de base como o 50501, que se formaram desde o dia da eleição. Os manifestantes vão evitar a capital para não dar chance de Trump usa-los na narrativa que são anti-Estados Unidos.
2️⃣ O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está cada vez mais autoritário e supremacista. Em um evento de aniversário do Exército dos Estados Unidos em Fort Bragg, declarou que “essa anarquia em Los Angeles não vai durar”: “Nós libertaremos Los Angeles e a tornaremos livre, limpa e segura novamente”. "Gerações de heróis do exército não derramaram seu sangue em terras distantes apenas para assistir à destruição do nosso país por invasões e pela ilegalidade do Terceiro Mundo aqui em casa, como está acontecendo na Califórnia. Como comandante-chefe, não deixarei isso acontecer. Nunca vai acontecer". Desafiando o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, chegou à dizer à repórteres que gostaria que ele fosse preso. Trump disse: "O que vocês estão testemunhando na Califórnia é um ataque total à paz, à ordem pública e à soberania nacional, realizado por manifestantes portando bandeiras estrangeiras com o objetivo de dar continuidade à invasão estrangeira ao nosso país. Não vamos deixar isso acontecer.
3️⃣ Trump anunciou que está restaurando os nomes das bases militares dos Estados Unidos para os nomes de oficiais confederados em todo o sul dos Estados Unidos, incluindo a reversão de Fort Gregg-Adams para Fort Lee, nomeado em homenagem ao general confederado Robert E. Lee. Como última novidade, também restaurou os nomes de Fort Pickett, Fort Hood, Fort Gordon, Fort Polk, Fort AP Hill e Fort Robert E. Lee. Uma clara sinalização para os supremacistas do Sul que ainda veneram a bandeira dos Estados Confederados (o sul escravista) que perdeu a guerra civil para o norte (os Estados Unidos) em 1865. Toda essa situação pode escalar rapidamente tal como ocorreu na Califórnia. Os protestos que tomaram as ruas de Los Angeles desde 6 de junho de 2025 são o mais recente capítulo do confronto entre políticas federais de imigração e a resistência de estados e cidades santuário.
4️⃣ Tudo começou após uma série de operações do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) que resultaram na prisão de dezenas de imigrantes e desencadearam manifestações em larga escala, rapidamente marcadas por confrontos violentos entre manifestantes, polícia local e agentes federais. Diante da escalada dos protestos, o presidente Donald Trump ordenou o envio de 2.000 soldados da Guarda Nacional para Los Angeles, ignorando abertamente as objeções do governador da Califórnia, Gavin Newsom. O envio foi realizado sob o Título 10 do Código dos Estados Unidos, o que permite ao presidente federalizar a Guarda Nacional sem o consentimento do governador, em casos de insurreição ou ameaça à ordem pública. Além disso, o Pentágono autorizou o envio de 700 fuzileiros navais para reforçar a operação, alegando ameaças crescentes contra agentes federais e instalações governamentais.
5️⃣ A reação do governo da Califórnia foi imediata e contundente. Newsom classificou a decisão de Trump como "ilegal e imoral", acusando o presidente de violar a soberania do estado e de agravar deliberadamente as tensões nas ruas. O governo californiano processou a administração Trump para reverter o destacamento da Guarda Nacional, numa disputa jurídica que promete acirrar ainda mais o embate federativo. O pano de fundo é político e simbólico: Los Angeles, declarada cidade santuário após a vitória de Trump em 2024, tornou-se epicentro da resistência às políticas migratórias federais. O uso de força militarizada para conter protestos civis reacende memórias de episódios sombrios da história americana e levanta questões sobre os limites do poder presidencial e o respeito ao federalismo. O envio massivo da Guarda Nacional e de fuzileiros navais para reprimir protestos civis em Los Angeles não é apenas uma resposta desproporcional, mas um perigoso precedente para a democracia estadunidense.
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