Coreia do Sul ganha outro presidente interino
🚩 O vice Chongni (segundo vice-presidente) sul-coreano, Lee Ju-ho, tornou-se o terceiro presidente interino do país em cinco meses, enquanto o ex-presidente interino Han Duck-soo anunciou sua candidatura presidencial na sexta-feira. Han, que assumiu como presidente interino após o impeachment do ex-presidente Yoon Suk-yeol em dezembro, renunciou na quinta-feira. Ele declarou sua candidatura para a eleição presidencial de 3 de junho na manhã de sexta-feira. Ele prometeu que, se eleito, concluiria as emendas constitucionais em dois anos e, então, realizaria novas eleições gerais e presidenciais sob a constituição revisada no terceiro ano antes de renunciar. A crise política da Coreia do Sul só se agravou depois da tentativa de Golpe de Estado de Yoon Suk-yeol em 2024.
Após a renúncia de Han, a pessoa que o substituiria — o ministro das Finanças, Choi Sang-mok — também renunciou. Ele o fez quando o parlamento liderado pela oposição se preparava para votar seu impeachment.
1️⃣ Yoon Suk-yeol foi afastado da presidência por impeachment em dezembro de 2024, em seu lugar assumiu Han Duck-soo, seu Chongni (vice-presidente). Só que Han Duck-soo também foi afastado por impeachment em 28 de dezembro e quem assumiu a presidência interina foi o ministro das Finanças Choi Sang-mok que renunciou em março de 2025 para que Han Duck-soo retornasse a presidência pois o Tribunal Constitucional rejeitou o impeachment contra ele validando o impeachment contra o ex-presidente Yoon Suk-yeol. E agora Han Duck-soo renunciou para ser candidato à presidência e em seu lugar assumiu Lee Ju-ho, ministro da educação. Ele assumiu abruptamente o papel de presidente interino pela primeira vez e prometeu um governo estável antes da eleição. As tensões têm aumentado rapidamente entre os partidos políticos sul-coreanos após o decreto inconstitucional de lei marcial de emergência de Yoon no ano passado, o que resultou em políticas de vingança e revanche sem concessões.
2️⃣ Para agravar a situação, uma decisão judicial na quinta-feira lançou dúvidas sobre a elegibilidade do favorito nas eleições liberais, Lee Jae-myung, para concorrer à presidência. A Suprema Corte anulou uma decisão anterior que havia inocentado Lee, alegando que ele havia violado a lei eleitoral ao fazer publicamente "declarações falsas" durante sua candidatura presidencial de 2022. O caso foi devolvido ao tribunal de apelações e foi ordenado que fosse emitida uma nova sentença, que poderia impedi-lo de concorrer a um cargo por até 10 anos. A Suprema Corte está praticamente mantendo a decisão original do Tribunal Distrital Central de Seul, que deu a Lee uma sentença de um ano de prisão em novembro. O Tribunal Superior de Seul anulou essa decisão em março. Embora a decisão da Suprema Corte tenha um efeito negativo na candidatura presidencial de Lee, o resultado final está no ar, considerando os diferentes cenários do caso de violação da lei eleitoral e o fato de que Lee está enfrentando vários julgamentos criminais.
3️⃣ De modo geral a decisão representou um revés significativo para Lee e o Partido Democrata. A decisão da Suprema Corte equivale efetivamente a um veredito de culpa, o que pode influenciar os eleitores moderados, que representam cerca de 10% do total. O Partido Democrata condenou a decisão e propôs um projeto de lei para revisar a Lei de Processo Penal para impedir o julgamento de qualquer réu que vença uma eleição presidencial. O Partido do Poder Popular criticou a proposta como um "golpe legislativo" que visava proteger Lee, informou a emissora estatal KBS. A polarização da política sul-coreana continuará depois de junho. O país está no olho de um furacão político, pois enfrenta crises internas e externas em meio a uma série de mudanças temporárias de liderança e pressão dos aumentos de tarifas dos Estados Unidos.
Comentários
Postar um comentário