Macron e Starmer apresentam plano de paz para a Ucrânia e tentam formar uma "Coalizão dos Dispostos" na cúpula em Londres
⚠️ O Ocidente está em uma "encruzilhada na História", disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, aos líderes europeus em uma cúpula em Londres neste domingo (2) enquanto o continente tentava tirar o controle das negociações sobre a guerra entre Rússia e Ucrânia dos Estados Unidos e apresentar uma frente unida em meio ao colapso nas relações entre Kiev e Washington. França e o Reino Unido da Grã-Bretanha criaram uma cúpula Paralela a cúpula realizada em Riad entre Rússia e Estados Unidos para discutir o fim da guerra da Ucrânia. A primeira foi em Paris e a segunda ocorreu hoje em Londres. "Este não é um momento para mais conversa. É hora de agir", disse Starmer após um dia monumental de diplomacia em Londres, que viu líderes do continente tentarem forjar um caminho para um cessar-fogo na Ucrânia.
1️⃣ A urgência da cúpula na ornamentada Lancaster House de Londres foi aumentada depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repreendeu Zelensky no Salão Oval, diante da imprensa internacional ao vivo. Trump trocou usou a Realpolitik da Diplomacia a portas fechadas no lugar da Diplomacia pública, que é protocolar, cerimonial e cordial. Isso abalou seus aliados europeus. Hoje, em Londres, Zelensky e um conjunto de líderes europeus estavam presentes, em um momento de intensa ansiedade no conflito. 18 autoridades estavam presentes incluindo o secretário-geral da OTAN Mark Rutte, o presidente francês Emmanuel Macron, o presidente de governo espanhol Pedro Sánchez, o Chanceler alemão cessante Olaf Scholz, o primeiro-ministro canadense cessante Justin Trudeau, a Primeira-Ministra da Itália Giorgia Meloni, a primeira-ministra da Dinamarca Mette Frederiksen, o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, além de um representante da Turquia e de outros países europeus.
2️⃣ O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, revelou um plano de quatro etapas para garantir a paz na Ucrânia. Segundo Starmer, "a Europa deve fazer o trabalho pesado" em relação ao conflito na Ucrânia, mas o apoio dos Estados Unidos é necessário para que isso se concretize. Primeiro é preciso manter a ajuda militar para a Ucrânia enquanto a guerra estiver em andamento e aumentar a pressão econômica sobre a Rússia;
Em segundo lugar, qualquer paz duradoura deve garantir a soberania e a segurança da Ucrânia, e a Ucrânia deve estar à mesa para quaisquer negociações de paz; Em terceiro, Starmer disse que mesmo caso de um acordo de paz, os líderes europeus tentarão impedir qualquer invasão futura da Rússia na Ucrânia; e por último, haveria uma "coalizão dos dispostos" para defender a Ucrânia e garantir a paz no país. Essa coalizão envolveria não apenas países europeus, mas de outras partes do mundo.
3️⃣ O processo parece destinado a rivalizar com o processo de negociação que o governo Trump abriu com a Rússia no mês passado e sugere uma aceitação tácita de que trazer Trump e Zelensky juntos à mesa de negociações pode resultar em tensões que se agravam mais uma vez. A existência de duas cúpulas, uma liderada pelos Estados Unidos e outra dos países europeus liderada por França e Reino Unido da Grã-Bretanha pode piorar a divisão entre Trump e a Europa. Porém, a capacidade de ação da Europa é limitada e ainda exigiria apoio de Washington. Starmer reiterou isso durante uma coletiva de imprensa no domingo. Ele insistiu que os EUA “não eram um aliado não confiável”. “No final, um acordo terá que envolver a Rússia, é claro que sim, mas não podemos abordar isso com base no fato de que a Rússia dita os termos de qualquer garantia de segurança antes mesmo de chegarmos a um acordo – caso contrário, não faremos nenhum progresso”, disse Starmer.
4️⃣ O Reino Unido da Grã-Bretanha e a França têm tentado montar uma “coalizão dos dispostos” que entraria na Ucrânia após um acordo ser fechado. “Se um acordo for fechado, tem que ser um acordo que seja então defendido”, disse Starmer. O rei Charles III também se encontrou com Zelensky em sua propriedade em Sandringham no domingo. O líder da Ucrânia retornará a Kiev com mais do que apenas palavras calorosas. No sábado, o governo britânico anunciou US$ 2,8 bilhões em empréstimos para a Ucrânia. A primeira parcela do financiamento deve ser desembolsada na próxima semana, de acordo com o governo de Starmer. Em uma postagem, Zelensky disse que “o dinheiro irá para a produção de armas na Ucrânia. Este é o caminho justo: aquele que começou a guerra deve pagar.” Ele acrescentou que “o empréstimo fortalecerá nossas capacidades de defesa.”
5️⃣ Além disso, Starmer anunciou um novo acordo que permite à Ucrânia usar £ 1,6 bilhão (US$ 2 bilhões) de financiamento de exportação do Reino Unido da Grã-Bretanha para comprar mais de 5.000 mísseis avançados de defesa aérea, que seriam fabricados em Belfast. “Estamos reunidos aqui hoje porque este é um momento único em uma geração para a segurança da Europa e todos nós precisamos nos mobilizar”, disse Starmer aos líderes ao abrir a cúpula de domingo. A reunião de hoje teve três objetivos, disse Downing Street: as necessidades de curto prazo da Ucrânia, garantir um “acordo duradouro” para encerrar o conflito e “planejar fortes garantias de segurança”. A primeira-ministra italiana Giorgia Meloni disse a Starmer no domingo que é “muito, muito importante evitarmos o risco de que o Ocidente se divida” por causa da guerra na Ucrânia.
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