Macron convoca reunião de emergência com líderes europeus em Paris para discutir situação da Ucrânia


Por Marcus Paiva
Jornalista e Editor-Chefe 

🚩 O presidente francês Emmanuel Macron convocou líderes europeus para uma reunião de emergência em Paris na segunda-feira. O Chanceler da Alemanha Olaf Scholz, Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália, Pedro Sánchez, presidente de governo da Espanha, Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido da Grã-Bretanha, Mette Frederiksen, primeira-ministra da Dinamarca, Donald Tusk, primeiro-ministro da Polônia e o primeiro-ministro dos Países Baixos Dick Schoof se reuniram em Paris para o que autoridades francesas descreveram como uma "reunião informal". A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o presidente do Conselho, António Costa, e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, também estavam presentes. Antes da reunião, Tusk pediu aos Estados europeus que aumentassem drasticamente os gastos com defesa para enfrentar os desafios de segurança do continente, com Washington parecendo pronto para reduzir seus compromissos militares na região.

⚠️ O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse que deve haver um compromisso de segurança dos Estados Unidos para que os países europeus enviem forças de paz após um eventual fim da guerra para a Ucrânia e que era muito cedo para dizer quantos soldados britânicos ele estaria disposto a mobilizar. Emmanuel Macron, defendeu mais investimento em Defesa dos países europeus e a implementação de uma agenda própria de "soberania, segurança e competitividade" por parte do continente. Macron conversou por telefone com o presidente dos Estados Unidos Donald Trump minutos antes de cumprimentar os dignitários europeus. O gabinete do presidente francês disse que a "conversa franca" durou 20 minutos. O chamado veio enquanto os líderes europeus estão se esforçando para chegar a uma resposta unificada à agitação causada pelo segundo mandato de Trump, incluindo seus planos de se encontrar diretamente com o presidente russo Vladimir Putin para discutir o fim da guerra na Ucrânia . As potências europeias temem estar sendo excluídas de uma negociação na qual detêm uma participação vital. 

📣 O presidente Trump tem um método de operação que os russos chamam de razvedka boyem — reconhecimento através da batalha: você avança e vê o que acontece, e então muda sua posição. Então, o resultado das negociações com Putin são imprevisíveis e dependem de cada etapa do processo de paz. Macron também conversou por telefone com o líder ucraniano Volodymyr Zelensky. Zelensky confirmou que conversou com o presidente francês sobre garantias de segurança e sobre a obtenção de uma paz duradoura na Ucrânia. "Compartilhamos uma visão comum: as garantias de segurança devem ser robustas e confiáveis", disse Zelenskiy no X. Outros líderes europeus afirmaram nesta segunda-feiraque o continente precisa aumentar o gasto militar para se proteger da ameaça expansionista da Rússia. Diversos chefes de Estado se reuniram em Paris em uma reunião de emergência para discutir a guerra da Ucrânia e um maior alinhamento entre Estados Unidos e Moscou."A Rússia está ameaçando toda a Europa agora, infelizmente", disse a primeiro-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, aos repórteres. 

‼️ Os Estados Unidos sugeriram que a Europa poderia não ter um papel ativo nas negociações para o fim da guerra na Ucrânia, o que gerou preocupações entre os líderes europeus. Além disso, há receio de que um possível acordo favoreça a Rússia. Trump afastou os líderes europeus e o Zelensky das negociações que serão realizadas na Arábia Saudita. Especialistas militares europeus alertam que concessões excessivas a Moscou, como a entrega de territórios ucranianos, colocariam a segurança do continente em risco. Dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), também causou incômodo o fato de Trump ter ligado para Putin sem antes discutir um plano de paz com os aliados europeus. Ao mesmo tempo, reuniões anteriores da União Europeia revelaram divergências internas sobre a formulação de um plano coeso para conter Putin e garantir a segurança da Ucrânia. Para tentar acalmar os ânimos, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou no domingo (16) que a Europa faria parte de quaisquer "negociações reais" para o fim da guerra. Os Estados Unidos também enviaram um questionário às autoridades europeias perguntando, entre outros pontos, quantas tropas cada país poderia disponibilizar para garantir a implementação de um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia. 

❗️ A relação entre Trump e os líderes europeus ficou pior com a declaração do seu secretário de Defesa contra a Europa. quinta-feira (13), em reunião da Otan em Bruxelas, ministros de países como a Alemanha e a França requisitaram participação nas negociações entre Moscou e Kiev, e autoridades como o primeiro-ministro alemão, Olaf Scholz, e o porta-voz da Comissão Europeia defenderam que o governo ucraniano deveria ter sido incluído em qualquer conversa sobre um acordo de paz. O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, presente ao encontro, rejeitou as críticas à estratégia de negociação de Washington e alertou a Europa contra tratar os Estados Unidos como "otários", tornando-os responsáveis ​​por sua defesa. "Não se enganem! O presidente Trump não permitirá que ninguém transforme o Tio Sam em 'Tio Otário'", afirmou, acrescentando: "A Europa deve ser a principal responsável pela defesa do continente europeu".

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Guerra entre Tailândia e Camboja teve início após ataque da artilharia cambojana

👑 NOVOS CHEFES DE ESTADO, CHEFES DE GOVERNO E LÍDERES QUE CHEGARAM AO PODER EM SETEMBRO DE 2025 🗳

Trump está apoiando o separatismo de Alberta para dividir o Canadá